Com Red Hot, o 4º dia de Rock in Rio é fervido na cidade do rock

O Rock in Rio 2019 recomeçou nesta quinta-feira (3) em um dia marcado pelo suingue de apresentações com som funkeado.

O Red Hot Chili Peppers fechou a noite – em seu terceiro ano seguido no Brasil – correndo alguns riscos na escolha das músicas. A banda se garantiu com os clássicos de sempre, mas uma grande parte da plateia foi embora.

Antes, Nile Rodgers e Chic já tinha feito um mega baile de formatura com groove, mostrando por que mereceu ser promovido do Palco Sunset – onde cantou em 2017 – para o Mundo, o maior.

A programação de mais um dia com ingressos esgotados (e 100 mil pessoas) teve ainda o rock nacional nostálgico do Capital Inicial, com discurso político no fim. E o Panic! At the Disco, que deixou a nostalgia emo de lado para tocar mais seu repertório recente.

No Sunset, o tom foi de protesto. Os shows de Francisco, el Hombre com Monsieur Periné e Emicida com Ibeyi lembraram episódios recentes de violência no Rio.

Esta quinta também foi o dia do anúncio da primeira atração da edição de 2021. O DJ Alok volta ao Rock in Rio após ser o primeiro a tocar no Palco Mundo neste ano.

Red Hot Chili Peppers

Foi louvável a atitude de tocar umas menos conhecidas e sair do piloto automático, mas a sequência mais lado B realmente foi um pouco demais. “Californication” e “Aeroplane” são celebradas, mas não conseguem impedir uma leve debandada na Cidade do Rock. Muita gente aproveita pra ir embora um pouco antes e fugir do temido fluxo de final de festival. Sob a liderança do baixista Flea como mestre de cerimônias e do vocalista Anthony Kiedis, o quarteto californiano fez um show com começo e final fortes, mas com meio repleto de músicas não tão conhecidas pelos fãs do festival.

eldogomes.com.br

Por @EldoGomes | Jornalista Multimídia e YouTuber.