DF: Senai na luta contra o preconceito de gênero em Brasília

Foto: Cristiano Costa/Sistema Fibra
Foto: Cristiano Costa/Sistema Fibra

Nos últimos oito anos, cerca de 900 travestis e transexuais foram mortos, no Brasil, segundo dados da ONG Transgeder Europe (TGEu). Esse número coloca o país em primeiro lugar no ranking com mais registro de homicídios de pessoas transgêneras do mundo. De acordo com o relatório da ONG europeia, o Brasil registra mais que o triplo de assassinatos em relação ao segundo colocado, o México.

Diante dessa realidade que atormenta o país, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF), por meio do Programa Senai de Ações Inclusivas (PSAI), realizou a palestra “Descontruindo Preconceitos”. Uma verdadeira aula de respeito ao próximo foi ministrada, no auditório do Senai Taguatinga, nesta terça-feira (11/04), por Paula Benett, coordenadora da área de direitos da diversidade LGBT, da Secretaria Adjunta de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do DF.

Dentro do programa Senai de Ações Inclusivas, uma das vertentes de atuação é a questão de gênero, de acabar com preconceitos e bullying. Por isso, a área tomou a iniciativa de promover essa palestra para os funcionários do Senai Taguatinga, de forma que eles possam evoluir no tratamento com esse público, tanto dentro quanto fora da unidade. “O Senai-DF possui todo um atendimento que leva em consideração as características e especificidades da pessoa trans. Nas nossas unidades, ela vai ser respeitada, tanto em relação a como ser chamada em sala de aula, diário de classe, crachá, utilização de banheiro, tudo levando em consideração a questão do gênero”, explicou a interlocutora do Psai no Senai-DF, Ana Luzia Brito.

A palestra “Desconstruindo Preconceitos” tratou sobre a questão de atendimento LGBT, nomenclaturas, violência, entre outros pontos importantes. Segundo Bennet, “nem toda pessoa é preconceituosa, às vezes lhe falta informação, capacitação sobre a temática para saber lidar com esse público. Porque quando a pessoa não sabe lidar, acaba gerando um constrangimento ou, de forma não proposital, até uma agressão”. A conversa com os colaboradores do Senai Taguatinga buscou explicar ainda a luta LGBT, a questão da invisibilidade desse público mediante a sociedade e a ausência de direitos.

Paula Bennet parabenizou a iniciativa do Senai-DF em proporcionar aos seus colaboradores um curso dessa natureza. “Essa palestra vai ao encontro do que busca os direitos humanos, que visa respeito a toda pessoa, independentemente de sua cor, raça, etnia, orientação sexual e seus recortes de gêneros, auxiliando assim na luta contra machismo, racismo e LGBTfobia”, enfatizou.

O objetivo do Psai, no futuro, é estender essa conscientização para todos os públicos do Senai, levando a palestra também para os alunos da unidade Taguatinga.

Por Aline Reis / Senai-DF

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Jornalista de Entretenimento e Streamer. @EldoGomes está sempre ao vivo no 🔴 YouTube.com/eldogomestv. Blogueiro há 11 anos sobre Turismo, Entretenimento e Política,