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Artigo | “Jornalismo digital da nova era”, por Eldo Gomes

O jornalismo passa por diversas transformações. E, acima de tudo, sobrevive às várias alterações tecnológicas que vivemos ao longo dos últimos anos. É incrível o poder dos comunicadores na era pós-tecnológica, termo que acabei de criar, conseguirem construir uma comunicação em tempo real, ao vivo, divergente, convergente e, claro, transparente.

Atualmente vivemos o período dos influenciadores digitais. E, no meio deste trigo, com ou sem joio, muita gente surgiu. Hoje, parece que todo mundo quer se comunicar, gravar, entrar ao vivo e ao mesmo tempo se denominar “formador de opinião”. É tanta informação que ao terminarmos um dia comum, de cidadãos conectados, não sabemos ao certo o que começamos a ler pela manhã. Estranho isso né?! Pois bem! É a comunicação efêmera que tanto falo e difundo por aí. E isso é cada vez mais regado a compartilhamentos, comentários e curtidas. Sem distinção ou ordem, mas com uma certa interatividade afetiva.

A notícia hoje é colaborativa. Vem do whatsapp, passa pelo twitter (sim, ele ainda vive e bem), respinga nos emails, converte em stories de (facebook, instagram, etc, mais etc e outra etc). E por aí vai. É uma ressaca de conteúdo e neste mar de notícias precisamos saber onde surfar. Por onde clicar, pra quem comentar ou seria melhor dizer pra quê? É todo mundo cheio de perfis, de mídias e de poder de influência, que a rede chega a ser chata em determinados horários. Principalmente quando se trata de assuntos em alta. Opiniões divergem, com debates de especialistas generalizados e gente com sede de falar em CAIXA ALTA (bem alto), o que pensam sobre isso.

Nós, super heróis do jornalismo, que buscamos nos reinventar e repaginar a nossa profissão, sabemos que hoje é preciso mais. É preciso ter tecnologia avançada, recursos de qualidade e um pouco de apego pelas técnicas de ranqueamento de informação. Afinal, todos querem ser lidos, compartilhados e comentados. E para isso é preciso saber chegar no público alvo e conseguir dialogar com o máximo de seguidores, inscritos e fãs (como rótula o facebook em páginas), quando tratamos de audiência. E é preciso quantificar, gerar relatórios e dar print em tudo isso.

Eu poderia passar dias escrevendo, gravando e conversando sobre esse tema que vivo há uma década. Sabe aquele sentimento de amor e ódio pelo jornalismo digital. Amor quando tudo sai como planejado e ódio quando você percebe que uma nova atualização está disponível. O mercado já criou um novo conceito e aquela mídia social que você está tão engajado no momento requer novas práticas. Tudo muda, o tempo todo e há uma super potência de inovação na área digital. Se você hoje é especialista em algo, fique atento! Porque com certeza amanhã você será alguém buscando informação, querendo entender a mudança e baixando a atualização do momento. É rápida, frenética e constante. Assim é a mídia social de hoje. Quem viver, se atualizará. Ou estará, sem sombra de dúvidas, como dizem, fora do “mercado”. Porque ele cobra e o preço é alto.

Mas não desanime, pois a nova geração já nasceu digital e com backup de versões atualizadas automaticamente. E se você quer sobreviver a esse novo nicho de mercado, que é o digital em tempo de novas mídias, atualize-se agora, pois há alguns minutos, enquanto redigi esse texto, algo mudou, corre!

Por Eldo Gomes
Jornalista especializado em comunicação multimídia
e editor do EldoGomes.com.br há uma década.

*apaixonado pelo mundo digital (atualizado 11h16).
** Obrigado pela leitura (atualizado 11h20).

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Por @EldoGomes | Jornalista Multimídia e YouTuber.