Projeto musical estimula estudantes de escolas integrais do DF

As vozes juvenis dos estudantes do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit) entraram na sala de música nesta quarta-feira (11) para celebrar o recebimento de 80 instrumentos musicais comprados com recursos do Ministério da Educação (MEC). A unidade é uma das onze escolas de ensino médio em tempo integral (EMTI) beneficiadas com cerca 1 mil instrumentos musicais e estantes para partitura.

No DF, quatro mil estudantes foram favorecidos com o atendimento. “Temos dois mil estudantes e 200 são atendidos em tempo integral. Eles participam de aulas de música, informática, robótica, horta, língua portuguesa e matemática”, informa a coordenadora pedagógica do Cemeit, Kátia Nóbrega.

Segundo a subsecretária de Educação Integral da SEEDF, Vera Lúcia de Barros, os instrumentos coroam o excelente trabalho desenvolvido na unidade escolar – onde 30 estudantes participam do projeto de música. Tais ações têm refletido no impacto da escola na comunidade: recentemente, o Cemeit foi agraciado com o Certificado de Melhor Gestão de Taguatinga.

Para a diretora de Educação Integral, Amélia Nakao, os recursos do MEC são fruto de um trabalho coletivo. “Aos poucos, avançamos nesta jornada e os estudantes são, sem dúvida, agentes da mudança”, elogiou Amélia.

Patrimônio cultural
Em 2014, a escola foi reconhecida como Patrimônio Cultural do Distrito Federal e, desde as bandas marciais nos anos 1980, têm desenvolvido um trabalho musical exitoso. 

Neste ano, a banda Meia Lua venceu a 5ª edição do Festival Interescolar de Música de Taguatinga (FIMT) com a música Cachoeira, de autoria dos alunos Kayla de Albuquerque e Natã Buriti.

Além do prêmio, uma parceria com o Estúdio Social vai proporcionar a realização do sonho de gravar um álbum com quatro composições da banda, um EP (extended play). A gravação é fruto de uma parceria entre o Governo do Distrito Federal, por meio das Secretarias de Desenvolvimento Social, de Cultura e Economia Criativa e da Juventude, e o Instituto Blaise Pascal. Cinquenta bandas, grupos ou músicos serão favorecidos.

Para o compositor e instrumentista Natã Buriti, contar com os novos instrumentos musicais motiva os alunos a participarem das aulas de música. “Temos a oportunidade de desenvolver e divulgar nossos talentos por meio da orientação de um professor de música, o que é essencial”, afirma o estudante.

A história do professor Geovanne Santoli com a música vem desde a infância. “Meu pai era músico nos bailes da Bahia, onde morávamos. Aos 10 anos, eu já estudava canto. Quando me mudei para Brasília, passei a me dedicar mais. Leciono desde os 17 anos, o que me motivou a cursar canto lírico na Escola de Música de Brasília (EMB) e, posteriormente, na Universidade de Brasília (UnB)”, conta o professor.

O docente se diz motivado pelo contato com os estudantes. “Procuro fazer com que todos, mesmo com experiências diferentes, personalidades e gostos musicais entrem no mesmo ritmo”, diz ele. 

Por isso, ele se considera privilegiado por poder mostrar uma vivência de educação musical. “Eu não tive na escola essa prática no Ensino Médio. O ensino integral possibilita que eles possam aprender não somente a teoria, mas também a prática”, afirma.

FONTE: AGÊNCIA BRASÍLIA

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