Retomada de atividades em meio à pandemia na Câmara Legislativa do DF

A intenção do Governo do Distrito Federal de retomar atividades que foram suspensas para evitar a propagação do novo coronavírus conduziu os debates parlamentares no início da sessão remota da Câmara Legislativa nesta quarta-feira (22). O principal ponto foi o reinício das aulas – já descartado pelo GDF – apenas em escolas militares e estabelecimentos com coordenação compartilhada entre a Secretaria de Educação e a Polícia Militar. Foi anunciada também a criação de uma Frente Parlamentar para acompanhar as ações governamentais no contexto da pandemia.

O deputado Fábio Felix (PSol) foi quem primeiro abordou a questão das escolas, lamentando que a medida, aventada pelo governador, tenha sido divulgada após um encontro de Ibaneis Rocha com o presidente da república, “um dia após Bolsonaro ter participado de ato contra a democracia”. Para o parlamentar, o governador teve uma postura equivocada, “esquecendo a importância da ciência e do embasamento técnico”.

Também tecendo críticas à visita de Ibaneis ao presidente, a deputada Arlete Sampaio (PT) anunciou a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Vida no contexto da pandemia da Covid-19. A intenção, segundo ela, é garantir acesso a todas as informações sobre os procedimentos do governo relacionados à situação de emergência, como a testagem da população e uso de máscaras, por exemplo, que devem anteceder a reabertura do comércio e a volta às aulas. Sobre este último tópico, a distrital comentou sobre reunião da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), da qual faz parte, que debateu o tema na tarde de hoje.

Como argumento contrário ao retorno de algumas escolas antes do previsto em decreto governamental, o deputado Leandro Grass (Rede) usou números da testagem iniciada em algumas áreas do Distrito Federal. De acordo com seus cálculos, os resultados positivos para Covid-19, nas amostras, poderiam servir de justificativa para que o governo não “coloque profissionais, alunos e suas famílias em risco”.

Na opinião do deputado Chico Vigilante (PT), o mais importante foi a reação da população que se mobilizou rapidamente contra a reabertura. “O emprego, a gente recupera, mas a vida não”, declarou. Para o distrital, “aqueles que querem a antecipação deviam visitar Manaus e ver de perto as valas cavadas por escavadeiras nos cemitérios”.

Posicionando-se contrária à retomada das aulas neste momento, a deputada Júlia Lucy (Novo), entretanto, elogiou o governador pelos estudos que visam à retomada de algumas atividades econômicas, como bares, restaurantes e salões de beleza. “No caso das escolas, sabemos o quanto é difícil manter o distanciamento. Por outro lado, é necessário reabrir responsavelmente alguns setores”, afirmou. Seu colega Daniel Donizet (PSDB) também defendeu “a reabertura com regras” e elogiou a condução do governo no caso das escolas.

@EldoGomes

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