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Rio de Janeiro recebe 11th World Chambers Congress

Corrupção é, infelizmente, uma palavra que o brasileiro conhece bem. Entretanto, o fenômeno que prejudica o desenvolvimento social tem encontrado, principalmente dentro das empresas, um adversário à altura: a cultura do compliance.  

Tendência que tem se tornado cada dia mais comum no ambiente corporativo, a novidade busca estimular a adoção de regras e garantir que relações éticas e transparentes se desenvolvam dentro de empresas e entre empresas. Parece óbvio que deveria ser assim, mas também é senso comum que o famoso “jeitinho” brasileiro não é afeito às normas.

O termo, que vem do inglês “to comply” (cumprir), define a postura de uma empresa que está em conformidade com um tipo de regulamento, seja ele interno- alinhado ao próprio código de conduta- ou externo- uma espécie de “fair-play” (expressão usada no meio esportivo para designar uma jogada leal e sem trapaças) com seus concorrentes, baseado em boas práticas universais do mercado. 

Um conceito que chama a atenção de um negócio para o cumprimento de suas próprias regras ou para as regras do mercado em que atua pode parecer redundante. No entanto, o compliance se faz um movimento necessário num mercado cada vez mais competitivo e automatizado. Mesmo com a dinâmica proposta pela Indústria 4.0, que envolve o uso integrado de tecnologias, automação de processos e uso da robótica, algumas capacidades humanas se mostram insubstituíveis, como, por exemplo, a aptidão para seguir conjuntos de valores e acordos e de discernir o certo do errado.

O combate à corrupção por meio da adoção de políticas de compliance será um dos pontos de debate entre mais de mil empresários de cerca de 100 países que se reunirão no Rio de Janeiro, entre os dias 12 e 14 de junho, durante o maior congresso de câmaras de comércio do mundo – o  11th World Chambers Congress, promovido pela International Chamber of Commerce (ICC) – presente em mais de cem países, onde representa 45 milhões de empresas que, juntas, empregam mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo – , com co-organização da Confederação das Associações Comerciais e Empresarias do Brasil (CACB), entidade que defende os interesses do setor de comércio e serviço nacional.

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Por @EldoGomes | Jornalista Multimídia e YouTuber.