O transporte aéreo brasileiro em 2025 teve um protagonista absoluto: a Região Sudeste. Sozinha, ela concentrou aproximadamente 47% dos passageiros do mercado doméstico, reafirmando seu papel como principal eixo da aviação nacional. Os dados foram compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) a partir de relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Ao todo, 101 milhões de pessoas circularam pelos aeroportos da região ao longo de 2025. Entre os terminais da região dois clássicos continuam no topo do movimento doméstico: Guarulhos/SP respondeu por 14,7% do total, enquanto Congonhas/SP ficou logo atrás, com 11,8%. Juntos, ajudam a explicar por que São Paulo segue sendo o grande coração aéreo do país.
No mercado internacional, a concentração é ainda mais expressiva. Os aeroportos de Guarulhos (SP) e do Galeão (RJ) somaram 38,7% de todo o mercado internacional brasileiro, processando mais de 22 milhões de passageiros que cruzaram as fronteiras em 2025. Em outras palavras, a cada dez viajantes internacionais no Brasil, quase quatro passaram por esses dois aeroportos.
Dentro da região, algumas rotas se destacam como verdadeiros corredores aéreos. A mais movimentada do ano foi a clássica ponte aérea Congonhas/SP–Santos Dumont/RJ, que transportou 3,9 milhões de passageiros e somou 36 mil voos. Um fluxo diário que reflete a intensa ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro. Logo atrás aparece a rota Congonhas/SP–Brasília/DF, com 2,3 milhões de passageiros e mais de 17 mil voos, reforçando a conexão entre o centro político do país e seu principal polo econômico.
O domínio da região não se limita ao transporte de pessoas. No segmento de cargas aéreas, o Sudeste também lidera. Guarulhos concentrou 27% de todo o mercado, seguido por Viracopos, com 10,8%. A rota de carga mais representativa de 2025 foi Guarulhos/SP–Miami/EUA, responsável pelo transporte de mais de 77 mil quilos de produtos, evidenciando a força da ligação logística entre o Brasil e os Estados Unidos.
Com tamanha concentração de passageiros, cargas e rotas estratégicas, o Sudeste consolida sua posição não apenas como o maior centro operacional do país, mas como um elemento vital para a conectividade aérea brasileira.





