O Senado Federal consolidou a aprovação de uma nova legislação que estabelece prioridade para vacinas contra o câncer no Sistema Único de Saúde. A medida foi sancionada na última sexta-feira (10) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem vetos, e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (13).
A Lei 15.385, de 2026, determina que vacinas terapêuticas, medicamentos oncológicos e produtos de terapia avançada sejam ofertados de forma gratuita e com prioridade na rede pública. A norma também atualiza diretrizes da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, com foco na ampliação do acesso e na incorporação de novas tecnologias.
De acordo com o texto, as vacinas contra o câncer passam a ocupar posição central nas estratégias de tratamento. Esse tipo de imunização é desenvolvido de forma personalizada, a partir da análise genética do tumor de cada paciente, com o objetivo de estimular o sistema imunológico a combater a doença.
A legislação também estabelece critérios para acelerar a regulação sanitária de novas tecnologias, mantendo a atuação dos órgãos competentes. Entre os princípios previstos estão maior transparência nos processos de avaliação, alinhamento a práticas internacionais e agilidade na liberação de tratamentos inovadores.
Outro ponto abordado é o incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico no país. A lei prevê estímulo à produção nacional, apoio à criação de startups de biotecnologia, financiamento por meio de fundos públicos e incentivo ao uso de inteligência artificial em pesquisas. Também são mencionadas parcerias entre setores público e privado como estratégia para ampliar a inovação.
No campo do acesso, a norma define diretrizes como a gratuidade dos tratamentos, a promoção de campanhas de conscientização e a adoção de critérios clínicos e imunológicos para indicação das terapias. O objetivo é garantir acesso universal e igualitário aos recursos disponíveis.
A lei tem origem no Projeto de Lei 126/2025, de autoria da senadora Dra. Eudócia, com relatoria do senador Flávio Arns. O texto aprovado integrou as novas diretrizes à política nacional já existente, ampliando o escopo das ações voltadas ao enfrentamento do câncer no sistema público de saúde.





