O cenário corporativo enfrenta um desafio silencioso, mas extremamente oneroso para a competitividade das empresas: o declínio do comprometimento profissional. Segundo dados do relatório State of the Global Workplace da Gallup, o engajamento caiu para 21% em 2024, o que representa uma perda estimada de US$ 438 bilhões em produtividade para a economia mundial. No Brasil, embora o índice de engajamento seja de 34%, o estresse afeta 45% dos trabalhadores.
De outro lado, o investimento em capacitação de colaboradores tem ganhado força no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), os investimentos médios em treinamentos subiram 14% em relação ao ano anterior, saltando para R$ 1.222 por colaborador. E há ainda o fato de que até 70% do engajamento de um time depende diretamente do líder. Mas há uma lacuna crítica que os CEOs e CHROs precisam enfrentar: apenas 44% dos líderes afirmam ter recebido treinamento em liderança, ou seja, capacitação para gerir pessoas e o negócio, que está no âmbito da gestão.
Sócias da Reciproka, consultoria especializada em aprendizagem Leading by Doing ou liderar pelo exemplo, que já capacitou mais de 200 C-Levels e 400 médias lideranças a partir de sua metodologia proprietária, que prepara a liderança enquanto a mesma soluciona um problema real e atual do negócio, Graziela Bernardo e Deusa Marcon atestam que os velhos treinamentos de prateleira já não funcionam, pois os líderes de hoje precisam lidar com a velocidade dos acontecimentos e mudanças de rotas diárias, o que os impede de sair da operação para serem treinados e, ainda, sem falar na incerteza, cada vez mais presente no ambiente de negócios.
Um estudo recente da Great Place To Work revela que a incerteza fez disparar a necessidade de uma virada de chave em recursos humanos e, mais propriamente, na liderança, trazendo a capacitação de líderes como primeira prioridade. Frente a um cenário de avanço da IA e mudança no comportamento dos profissionais, as pessoas e, em especial, as lideranças, seguem como os principais ativos das organizações, mesmo em tempos de alta evolução tecnológica.
Para Graziela Bernardo, sócia da Recíproka, a solução para desenvolvimento e engajamento de lideranças exige agilidade, aplicabilidade e retorno imediato: "A facilitação técnica, que encurta o tempo de aprendizagem e de solução de problemas, garante que os líderes desenvolvam as Power Skills necessárias para a gestão de negócios moderna".
As power skills ou habilidades poderosas podem ser entendidas como a evolução estratégica das antigas soft skills e hard skills. Cada vez mais, tornam-se o diferencial competitivo e essencial para líderes em um mercado dominado pela automação e inteligência artificial. Dentre as mais importantes estão Tomada de Decisão, Pensamento Criativo, Solução de Problemas Complexos, Conversas Difíceis, Gestão de Conflitos, entre outras.
A proposta de aprender fazendo da Recíproka surge para romper com o ciclo de treinamentos de prateleira que focam em teorias distantes, ignorando que 70% do aprendizado real acontece resolvendo problemas no dia a dia, ou seja, "on the job" no jargão corporativo. Deusa Marcon reforça a importância da resiliência emocional: "Além da capacitação técnica para a gestão e liderança de pessoas, trazemos uma visão multidisciplinar para que líderes tomem decisões assertivas com base em dados, desenvolvam musculatura emocional e sustentem mudanças em ambientes de incertezas".
Dois dos principais gargalos observados pelas sócias da Reciproka nas empresas, em relação ao treinamento de liderança, vêm sendo a falta de conexão entre o negócio e o treinamento, bem como a falta de comunicação e integração entre as lideranças, que impedem a aplicação do aprendizado no dia a dia, os projetos de avançarem, as soluções de serem desenhadas e os problemas de fato serem solucionados. Além disto, líderes empáticos e preparados tecnicamente constroem relação de confiança e focam no desenvolvimento tanto das pessoas quanto do negócio. "Um treinamento para a liderança hoje precisa, além da técnica e visão sobre aquele negócio em específico, mediar as interações, lidar com relações sensíveis e tudo isso sem parar a operação, pois, quando a liderança aprende fazendo, seu conhecimento se torna efetivo e replicável", afirma Graziela Bernardo.







