A noite cultural de Belém/PA acaba de ganhar um novo ponto de encontro. O Centro Cultural do Banco da Amazônia se junta pela primeira vez ao circuito do “Noite no Museu”, abrindo suas portas em horário especial para provar que arte e vida noturna podem, sim, andar de mãos dadas. Nessa sexta-feira, 14, as portas do Centro Cultural ficarão abertas de 18h às 22h e a entrada é gratuita para todos.
O programa Uma Noite no Museu é promovido pela Secretaria de Cultura do Pará (Secult) e está em sua nona edição, já o Centro Cultural do Banco da Amazônia abriu as portas em outubro e já faz parte da rota cultural da capital paraense. “Aderimos ao programa porque entendemos que a Cultura também é um patrimônio essencial na construção de uma sociedade mais consciente e saudável”, comenta o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa.
Coisa de cinema
O Noite no Museu tem como objetivo possibilitar visitações noturnas e gratuitas aos espaços culturais que compõem o Sistema Integrado de Museus e Memoriais. O objetivo é ampliar e democratizar o acesso da população a bens culturais, bem como viabilizar uma nova experiência de diálogo com os espaços museais.
É bom lembrar que, entre os anos 2006 e 2010, dois filmes de bastante sucesso em Hollywood, estrelados pelo ator Robin Willians, tinham justamente esse título: “Uma noite no Museu 1” e “Uma noite no Museu 2”. E tudo faz mais sentido ainda por conta do espírito da COP30 que envolve a cidade de Belém, atraindo pessoas do mundo inteiro para respirar o ar e viver o cotidiano da capital paraense.
Para se tornar ainda mais atrativa aos olhos do público, a fachada do Centro Cultural Banco da Amazônia foi transformada na primeira galeria de arte urbana da cidade, projetando obras visuais que celebram a vanguarda artística da região, em uma ação iniciada em outubro e que só vai se encerrar em dezembro, um mês após o término da COP30.
Rios e poemas em um cenário de imersão sensorial
A iniciativa é mais um convite ao público para conhecer o Centro Cultural do Banco. Por isso, logo no hall de entrada, os visitantes serão recebidos por duas instalações de alto impacto visual. A primeira, intitulada “Banzeiro”, da artista Roberta Carvalho, é um túnel imersivo que projeta imagens dos rios amazônicos em diálogo com sons e palavras, proporcionando uma experiência sensorial que conecta arte, natureza e linguagem.
Já a instalação da artista visual e poeta Keyla Sobral, que conta com a curadoria de Orlando Maneschy, apresenta frases-poema que expressam sonhos e esperanças para o futuro da Amazônia, convidando à reflexão sobre diversidade e coletividade.







