O livro surge como resposta à necessidade de registrar a história de um bloco que se tornou referência no carnaval brasiliense. A obra, apoiada pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), traz um acervo fotográfico que evidencia a força coletiva e o protagonismo de artistas LGBTQIA+. Para Emerson Lima, produtor cultural que dá vida à drag Kelly Queen, o bloco é reconhecido como espaço de respeito e amor. “De salto e leque a gente toma conta das ruas levando alegria, música e diversão”, afirma.
A publicação também é vista como ato de celebração. Ruth Venceremos, uma das fundadoras, destaca que o livro registra o desejo coletivo de ocupar o carnaval com orgulho e crítica, sem abrir mão da beleza e do deboche. O bloco, segundo ela, reafirma o carnaval como território de liberdade e identidade.
A trajetória do Bloco das Montadas é marcada por reconhecimento popular. Em 2019, 2020, 2023 e 2024, foi eleito o melhor bloco pelo CB Folia, organizado pelo Correio Braziliense. Para este ano, o desafio é manter a qualidade que o tornou um dos mais queridos da cidade. A edição de 2025 está marcada para 15 de fevereiro, na área externa do Museu Nacional da República, com programação a partir das 13h.
Além do livro, o bloco também possui registro audiovisual. O curta-metragem “Glitter Carnavalesco”, dirigido por Marla Galdino, foi exibido em 2023 no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, ampliando o alcance da história do coletivo.






