A lenda de El Dorado continua a fascinar gerações. Na Amazônia, ela ganha novos contornos e significados. Mais do que uma cidade perdida de ouro, El Dorado tornou-se símbolo da riqueza natural, da biodiversidade e do potencial econômico da maior floresta tropical do planeta.
Da Colômbia à selva amazônica: a origem do mito
Tudo começou com um ritual do povo Muisca, na Colômbia. Um cacique coberto de pó de ouro mergulhava em um lago sagrado como oferenda aos deuses. O nome El Dorado, que significa “o dourado”, referia-se inicialmente a esse líder reluzente.
Com o tempo, a história evoluiu. El Dorado passou a ser vista como uma cidade mítica, repleta de ouro, escondida em algum lugar da América do Sul. Exploradores europeus, movidos pela ambição e pela curiosidade, lançaram expedições em busca dessa utopia dourada.
A lenda encontra a Amazônia
Relatos posteriores situaram o império de riquezas na própria Amazônia, com uma capital chamada Manoa, cercada por montanhas de ouro, prata e sal. A floresta, vasta e misteriosa, tornou-se o cenário ideal para alimentar o imaginário dos conquistadores.
Expedições e descobertas: entre sonho e realidade
A busca por El Dorado levou a expedições desastrosas. Sir Walter Raleigh, explorador inglês, tentou provar a existência de Manoa. No Brasil, o general Cândido Rondon acreditava na lenda de Urucumaquan, suposta cidade escondida em Rondônia.
Curiosamente, descobertas arqueológicas recentes revelaram vestígios de antigas civilizações amazônicas, com aterros, estradas e estruturas que sugerem organização urbana. Seriam essas as “cidades que reluziam” descritas pelos primeiros exploradores?
El Dorado hoje: símbolo de riqueza e esperança
Na era contemporânea, El Dorado transcende o ouro. O termo é usado para descrever o potencial econômico da Amazônia, seja pela biodiversidade da chamada “Amazônia Paulista”, seja pelo mercado de carbono, que busca valorizar o reflorestamento e a preservação ambiental.
A lenda persiste, não como miragem, mas como metáfora viva da abundância e do mistério que a floresta ainda guarda.
Com informações do Co-Pilot





