A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) promoveu uma live para apresentar os principais resultados da 114ª Conferência Internacional do Trabalho, realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça. O encontro reuniu lideranças do Sistema Comércio para discutir os impactos das decisões internacionais sobre as relações de trabalho, a regulamentação das plataformas digitais, a proteção social e os possíveis reflexos para empresas, trabalhadores e a legislação brasileira.
A transmissão contou com a participação do presidente da Fecomércio-RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, e do presidente da Fecomércio-SP e diretor da CNC, Ivo Dall’Acqua Júnior, que integraram a missão brasileira na conferência. Durante o debate, os representantes destacaram a importância do acompanhamento das discussões internacionais, considerando que os temas tratados podem influenciar diretamente o ambiente regulatório, a competitividade das empresas e as relações de trabalho no Brasil.
Um dos principais assuntos abordados foi a aprovação da Convenção nº 193 da OIT, que estabelece diretrizes para promover trabalho decente na economia de plataformas digitais. Segundo os participantes, a construção do texto buscou equilibrar a proteção social dos trabalhadores com a necessidade de preservar modelos de negócios que impulsionam a geração de renda e empregos em diferentes países, respeitando as particularidades de cada mercado.
Outro ponto de destaque foi o fortalecimento do diálogo social e do tripartismo, modelo que reúne representantes de trabalhadores, empregadores e governos na construção de políticas públicas. Antonio Florencio ressaltou que a valorização da negociação coletiva foi um dos avanços mais importantes da conferência, reforçando o papel das entidades sindicais na busca por soluções equilibradas para os desafios do mercado de trabalho.
Durante a live, Ivo Dall’Acqua defendeu que o cenário global passa por uma transformação no conceito de proteção ao trabalhador. Para ele, a prioridade deve ser garantir acesso à proteção social, independentemente do vínculo tradicional de emprego. A CNC reforçou que continuará acompanhando os debates internacionais e promovendo iniciativas para informar empresários e lideranças do Sistema Comércio sobre mudanças que possam impactar os setores de comércio, serviços, turismo e a geração de empregos no País.








