// Reportagem Multimídia
Brasília conta hoje com uma das maiores redes de atendimento e acolhimento para mulheres em situação de violência do país. Delegacias especializadas, centros de apoio psicológico, assistência jurídica gratuita e espaços de acolhimento funcionam de forma integrada para garantir proteção, orientação e acesso à Justiça. Apesar dos avanços, muitas mulheres ainda desconhecem os serviços disponíveis. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), por meio da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios, foram registrados sete feminicídios consumados e 20 tentativas de feminicídio no primeiro trimestre de 2026. A análise dos casos aponta que a maioria das vítimas não havia registrado denúncia formal contra seus agressores antes dos crimes.
[ Podcast sobre o tema ]
| O que diz o governo
Em nota no portal oficial do GDF, a subsecretária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Maíra Castro, ressalta que o benefício “Aluguel Social”, principalmente para mulheres em situação de vulnerabilidade, surgiu para preencher uma lacuna histórica na rede de atendimento. “Muitas mulheres estavam em situação de risco iminente de morte e simplesmente não tinham para onde ir. O Aluguel Social veio justamente para trazer transformação e oferecer uma alternativa concreta para essas mulheres”, pontua.
Segundo dados da Secretaria da Mulher (SMDF), o programa já pagou 6.659 parcelas desde a criação, beneficiando 1.362 mulheres. Atualmente, 749 cidadãs recebem o benefício, que tem duração de seis meses, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período, totalizando um ano de auxílio.
O Distrito Federal continua enfrentando desafios significativos no combate à violência de gênero. Dados divulgados ao longo de 2026 mostram que os casos de feminicídio, tentativa de feminicídio e violência sexual permanecem entre as principais preocupações das instituições responsáveis pela proteção das mulheres.
| Onde buscar ajuda imediatamente

Outra alternativa é procurar diretamente uma Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), que possui equipes capacitadas para receber denúncias, registrar ocorrências e solicitar medidas protetivas. O que acontece após a denúncia?
Quando há risco iminente, o pedido de medida protetiva pode ser encaminhado imediatamente ao Judiciário. A vítima também pode ser direcionada para acolhimento psicológico, abrigo emergencial ou atendimento jurídico gratuito.
| O tamanho da rede de proteção
O Governo do Distrito Federal opera uma rede integrada que reúne segurança pública, assistência social, saúde e sistema de justiça. Entre os principais equipamentos estão:
- Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM);
- Casa da Mulher Brasileira;
- Centros Especializados de Atendimento à Mulher (CEAMs);
- Defensoria Pública;
- Ministério Público;
- Juizado de Violência Doméstica;
- Casas-abrigo sigilosas para casos de risco extremo.
Segundo dados oficiais, a rede acolheu mais de 48 mil mulheres em 2025, resultado da ampliação de unidades e do fortalecimento dos protocolos de atendimento.

Especialistas destacam que o acesso à informação é uma das ferramentas mais importantes para interromper o ciclo da violência. Muitas vítimas desconhecem seus direitos ou os serviços disponíveis em sua cidade, o que pode retardar a busca por ajuda.
A Lei Maria da Penha reconhece diferentes formas de violência contra a mulher, incluindo agressões físicas, psicológicas, sexuais, patrimoniais e morais. A identificação precoce desses sinais é considerada fundamental para evitar situações mais graves.
| Principais Locais de Atendimento

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que a violência de gênero permanece como um dos principais desafios sociais do país. Somente em 2023, foram registrados 1.467 feminicídios, além de 258.941 casos de agressão decorrente de violência doméstica e 2.797 tentativas de feminicídio, números que evidenciam a urgência de políticas públicas e ações de prevenção.
| Em caso de necessidade
Se a situação envolver violência doméstica, ameaça, perseguição, agressão sexual, necessidade de medida protetiva ou abrigo emergencial, procure imediatamente a DEAM, a Casa da Mulher Brasileira ou ligue para o 190 em situações de risco iminente.
A rede de proteção às mulheres em Brasília reúne segurança pública, assistência social, atendimento psicológico e suporte jurídico. O caminho mais rápido para quem sofre violência é procurar uma delegacia especializada, a Casa da Mulher Brasileira ou ligar para o 180. Quanto mais cedo a vítima busca ajuda, maiores são as chances de interromper o ciclo de violência e acessar os mecanismos de proteção garantidos por lei.

// Reportagem especial do portal EldoGomes.com.br | Por Eldo Gomes
Fontes: Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal (https://www.mulher.df.gov.br); Observatório de Violência Contra a Mulher e Feminicídio (https://www.observatoriodamulher.df.gov.br/); Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (https://www.ssp.df.gov.br);








