A proposta de criação do Polo Criativo Tecnológico no Setor Comercial Sul deverá ser incluída nas discussões sobre a revisão do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), prevista para começar ainda neste ano. A ideia foi discutida em reunião entre a governadora Celina Leão e o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, que apresentou à chefe do Executivo o inteiro teor do estudo Diagnóstico do Setor Comercial Sul, feito pela Universidade Católica e pela UnB, com parceiros do setor produtivo e do próprio GDF.
No encontro, Celina se inteirou do projeto que promete revitalizar, reocupar os espaços e retomar a vocação econômica da região. Hoje o SCS conta com dez prédios e cerca de 1,2 mil lojas e salas desocupadas.
Aparecido defendeu celeridade na implementação da proposta. Após a apresentação, a governadora determinou a criação do Comitê de Governança que norteará as tomadas de decisão. O grupo deverá reunir representantes do governo, do setor produtivo, de universidades, da sociedade civil e de áreas ligadas à economia criativa, tecnologia, inovação, cultura e serviços.
Celina também acionou a área jurídica do governo para avaliar a viabilidade de inserir a criação do polo nas discussões da nova revisão do PPCUB. A proposta prevê que o Polo Criativo Tecnológico seja estruturado como figura jurídica, o que permitiria organizar ações, atrair investimentos e coordenar projetos de revitalização da área.
“Temos pressa para tirar esse projeto do papel, criar o Polo Criativo Tecnológico e revitalizar o SCS. Isso é importante para o setor de comércio, de serviços e para a população do Distrito Federal. Uma região central de Brasília, em uma cidade planejada e tombada, não pode continuar subaproveitada”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio-DF.
Segundo o coordenador do estudo e do Programa de Pós-Graduação em Inovação em Comunicação e Economia Criativa da Universidade Católica de Brasília, Alexandre Kieling, a criação do comitê é uma etapa decisiva para transformar o diagnóstico em ações concretas.
“O comitê permitirá reunir os diferentes atores envolvidos e organizar a tomada de decisão, mesmo antes da criação formal do polo. Ele será importante para definir prioridades, analisar propostas e orientar medidas como projetos de retrofit e intervenções arquitetônica e urbanística, por exemplo”, explicou Kieling.







