O Sistema Único de Saúde (SUS) começa, neste mês de junho, a substituir a vacina pneumocócica conjugada pneumo 10 (VPC10) pela pneumo 20 (VPC 20). A mudança no calendário vacinal infantil amplia a proteção contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite, sepse, sinusite e otite.
A coordenadora da Câmara Técnica de Enfermagem em Saúde do Neonato e da Criança (CTESNS/Cofen), Ivone Amazonas, avalia que a inclusão é “um importante avanço”, mas reforça que as famílias não devem atrasar a vacina, caso a Pneumo 20 ainda não esteja disponível na Unidade Básica de Saúde (UBS).
“O esquema vacinal permanece com duas doses, aos 2 e 4 meses de idade, e reforço aos 12 meses. É importante vacinar na idade certa, mesmo que a pneumo 20 ainda não esteja disponível, porque a bactéria está associada a quadros graves e as crianças menores de 2 anos são grupo de alto risco”, explica. Desde a introdução da Pneumo 10 no SUS, em 2010, houve redução de 60% dos casos de doença pneumocócica invasiva em bebês menores de dois anos, segundo dados do Ministério da Saúde.
O esquema básico de imunização vai envolver uma primeira dose com a nova vacina VPC20 aos 2 meses de vida e uma segunda dose aos 4 meses com a VPC10. Depois, uma aplicação de reforço com a VPC20 aos 12 meses. Caso a criança inicie o esquema a partir dos 6 meses de idade, o intervalo entre as duas primeiras doses deve ser reduzido para 30 dias.
A VPC 20 já estava disponível na rede privada, com custo acima de R$ 400 por dose. Adultos com comorbidades, como imunossuprimidos, diabéticos e doenças crônicas, também poderão ser vacinados. Atualmente, são vacinados com a pnemo 13 (VPC 13).
Fonte: Ascom/Cofen – Clara Fagundes







