As eleições de 2026 trazem novas regras para o ambiente digital e colocam influenciadores, blogueiros, jornalistas independentes e criadores de conteúdo no centro das discussões sobre comunicação política. A Justiça Eleitoral atualizou as normas para ampliar a transparência, combater a desinformação e regulamentar o uso da inteligência artificial durante o período eleitoral. Para quem produz conteúdo na internet, conhecer essas orientações é fundamental para evitar irregularidades e garantir uma cobertura responsável.
1. É possível entrevistar candidatos
Influenciadores, podcasts, canais no YouTube e blogs podem entrevistar candidatos e pré-candidatos para discutir propostas, programas de governo e temas de interesse público. Durante a pré-campanha, essas entrevistas não configuram propaganda antecipada, desde que não haja pedido explícito de voto.
2. A cobertura jornalística continua permitida
Portais, blogs e criadores de conteúdo podem produzir notícias, reportagens, análises, debates e acompanhar eventos de campanha. A atividade jornalística permanece assegurada, desde que respeite as regras da legislação eleitoral e a finalidade informativa.
3. Opinião política é permitida
A cartilha prevê que cidadãos podem divulgar posicionamentos pessoais sobre questões políticas em redes sociais, blogs, sites e aplicativos. A manifestação de opinião é diferente da propaganda eleitoral e continua permitida dentro dos limites legais.
4. Não pode haver pedido explícito de voto antes da campanha
Antes do início oficial da propaganda eleitoral, não é permitido publicar conteúdos com expressões como “vote em”, “eleja” ou qualquer pedido direto de voto. A simples apresentação de ideias ou da pretensa candidatura, sem esse pedido, pode ser permitida conforme a legislação.
5. Publicidade política paga tem regras específicas
As regras restringem a remuneração para publicações político-eleitorais em perfis, páginas, canais e sites. A propaganda paga na internet possui hipóteses autorizadas e deve seguir as exigências da Justiça Eleitoral.
6. Inteligência artificial deve ser identificada
Uma das principais novidades das eleições de 2026 é a obrigatoriedade de informar, de forma clara e destacada, quando imagens, vídeos, áudios ou outros conteúdos políticos forem produzidos ou manipulados com inteligência artificial.
7. Fake news podem gerar consequências
É proibida a divulgação ou o compartilhamento de conteúdos sabidamente falsos, gravemente descontextualizados ou que comprometam a integridade do processo eleitoral. A medida busca reduzir a circulação de desinformação nas plataformas digitais.
8. Lives e podcasts seguem permitidos
Criadores de conteúdo podem realizar transmissões ao vivo, podcasts e videocasts para debater política, entrevistar especialistas e candidatos e apresentar informações de interesse público, sempre respeitando as regras eleitorais vigentes.
9. Conteúdo ofensivo continua proibido
A legislação eleitoral veda propaganda que contenha calúnia, difamação, injúria, discurso discriminatório, incitação à violência ou ataques contra instituições democráticas. Essas restrições também alcançam publicações nas redes sociais.
10. Transparência será palavra de ordem
A Justiça Eleitoral reforça que as eleições de 2026 terão maior fiscalização sobre impulsionamento, inteligência artificial, publicidade digital e circulação de conteúdos políticos. O objetivo é garantir campanhas mais transparentes, equilibradas e seguras para candidatos e eleitores.








