O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou neste sábado sobre os recentes bombardeios em território venezuelano e a captura do presidente do país. Em declaração oficial, Lula classificou os atos como uma grave violação da soberania nacional e um risco para a estabilidade da região.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou.
Segundo o presidente, a ação militar representa um ataque direto ao direito internacional e ameaça instaurar um cenário de violência e instabilidade. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse.
Lula ressaltou que a posição brasileira é coerente com sua postura histórica de condenação ao uso da força em crises internacionais. “A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, declarou.
O presidente também alertou para os riscos de retrocesso político na América Latina e no Caribe. “A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, destacou.
Lula defendeu uma reação firme da comunidade internacional e reforçou o papel da ONU na mediação da crise. “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, concluiu.





