A entrada da Geração Z no mercado de trabalho está provocando mudanças no comportamento de consumo, nas relações profissionais e na forma como instituições financeiras se conectam com seus públicos. Formada por jovens nascidos entre meados da década de 1990 e o início dos anos 2010, essa geração demonstra maior interesse por participação, impacto social, transparência e desenvolvimento coletivo. Dados do Fórum Econômico Mundial apontam que a Geração Z já representa cerca de 27% da força de trabalho nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, ampliando sua influência sobre empresas e organizações em diferentes setores.
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[ Entrevista Especial ] O portal Eldo Gomes entrevistou o diretor de negócios da Sicredi Planalto Central, Carlos Canedo, sobre o impacto da Geração Z no mercado financeiro e as mudanças no comportamento dos jovens consumidores.
| Segundo o executivo, a nova geração tem redefinido a forma como se relaciona com bancos e cooperativas financeiras, priorizando agilidade, transparência, educação financeira e experiências digitais integradas ao dia a dia. Para atender a essas demandas, o Sicredi tem investido em soluções tecnológicas e em um modelo de atendimento que combina inovação com proximidade.
| “A Geração Z redefine a forma como se relaciona com instituições financeiras ao priorizar agilidade, transparência, educação financeira e experiências digitais integradas ao seu cotidiano. No Sicredi, respondemos a esse comportamento com uma estratégia que combina soluções tecnológicas robustas — como o nosso aplicativo, o atendimento via WhatsApp Sicredi e um portfólio com mais de 300 produtos e serviços — com um modelo de relacionamento próximo e consultivo”, destaca Carlos Canedo, diretor de negócios da Sicredi Planalto Central.
| O diretor ressalta ainda que a instituição acredita na união entre tecnologia, orientação financeira e relacionamento humanizado como diferencial competitivo para atrair e fidelizar os jovens. Para ele, o cooperativismo financeiro se apresenta como uma alternativa alinhada aos valores das novas gerações, que buscam propósito, participação e maior conexão com as marcas e organizações das quais fazem parte.

O que caracteriza a Geração Z
A Geração Z cresceu em um ambiente digital, conectado e marcado pelo acesso rápido à informação. Diferentemente de gerações anteriores, esse público costuma valorizar fatores que vão além da remuneração financeira.
Entre os principais aspectos observados em pesquisas internacionais estão

Por que o propósito se tornou um diferencial
Nos últimos anos, pesquisas globais passaram a mostrar que a nova geração deseja entender como suas atividades contribuem para a sociedade. O conceito de propósito deixou de estar relacionado apenas à carreira e passou a influenciar escolhas de consumo, investimentos e relacionamentos profissionais.
A pesquisa Global Gen Z and Millennial Survey, da Deloitte, mostra que temas como bem-estar, impacto ambiental, responsabilidade social e desenvolvimento sustentável estão entre as principais preocupações dos jovens entrevistados em dezenas de países.
Esse movimento vem influenciando organizações a repensarem estratégias, cultura corporativa e formas de relacionamento com clientes e colaboradores.
Como o cooperativismo se conecta a esses valores
Cooperativas como Sicredi, Sicoob e Cresol mantêm iniciativas de capacitação, formação de lideranças jovens e incentivo ao empreendedorismo. Essas ações dialogam diretamente com uma geração que busca aprendizado contínuo e oportunidades para transformar ideias em projetos concretos.
O cooperativismo é baseado na união de pessoas com objetivos comuns. No cooperativismo de crédito, os associados participam das decisões da instituição e compartilham os resultados obtidos pela cooperativa.
Esse modelo possui características que dialogam diretamente com os valores frequentemente associados à Geração Z:
- Participação democrática
- Gestão compartilhada
- Desenvolvimento local
- Educação financeira
- Cooperação entre pessoas
- Distribuição de resultados
A proposta é promover benefícios coletivos ao mesmo tempo em que atende às necessidades financeiras dos associados.
O impacto nas comunidades locais
Um dos diferenciais do cooperativismo está na capacidade de estimular o desenvolvimento econômico das regiões onde atua. Recursos movimentados por cooperativas costumam permanecer nas próprias comunidades, contribuindo para a geração de empregos, fortalecimento de pequenos negócios e circulação de renda.
Para muitos jovens, essa conexão entre atividade econômica e impacto social representa uma forma mais próxima de acompanhar os resultados produzidos por suas escolhas financeiras e profissionais.
O fortalecimento das economias locais também está relacionado à ampliação de oportunidades para empreendedores e ao incentivo à educação financeira.
O que esperar para os próximos anos

As projeções indicam que a influência da Geração Z continuará crescendo ao longo da próxima década. À medida que mais jovens assumirem posições de liderança e ampliarem sua participação na economia, temas como colaboração, propósito, sustentabilidade e participação coletiva tendem a ganhar ainda mais relevância.
Nesse contexto, o cooperativismo de crédito aparece como um modelo alinhado às transformações em curso no mercado. A combinação entre participação, desenvolvimento local e construção coletiva de resultados coloca o tema entre os debates que devem permanecer em evidência nos próximos anos.
Reportagem especial multimídia por Eldo Gomes | Jornalista e Creator
Atualizado 10/06/26 | 03h14 am








